De palavra, enfim
     

O fio que se parte

A arte que se afia

A ilha em que se exila

O zelo que aniquila

A lima que arremata

A faca em que se pisa

O nada que se almeja

A queixa em que se afoga

A roda em que se arrasta

A rota em que se perde

A pele em que se escreve

O verso que anoitece

O fim que resplandece

A prece em que se sangra

O mantra que se esquece

A voz que silencia

O dia em que se acena

A cena em que se fia

O fio que se parte

E a arte que afia

A tarde que se adia



Escrito por Maurício Guilherme Silva Jr. às 21h33
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